Resumo:
A doença renal crônica é caracterizada como uma síndrome clínica, com perda
progressiva e irreversível da função renal. Devido a essa perda, os pacientes devem realizar o
tratamento através de terapia renal substitutiva. O objetivo do presente artigo é realizar uma
revisão de literatura sobre a ingestão alimentar de pacientes com doença renal crônica em
hemodiálise, com foco na ingestão de proteína, cálcio, fósforo e potássio. Realizou-se uma
busca de artigos na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, PUBMED, Portal Regional
da BVS e Scielo com as palavras chaves: dietary intake, food intake, dialysis renal,
hemodialysis, calcium, phosphorus e protein. Os critérios de inclusão foram: artigos originais
nos idiomas francês, inglês e português, texto completo, publicados entre 2016 e 2021 e que
apresentem ingestão alimentar de: cálcio, fósforo, potássio e proteína. Enquanto os critérios
de exclusão foram: artigos de revisão bibliográfica e artigos que não responderam à questão
norteadora. Para o levantamento de dados da ingestão alimentar de pacientes DRC em
hemodiálise, realizou-se um levantamento dos dados na literatura, resultando em 17 artigos
que atenderam aos objetivos do trabalho. Em relação a ingestão alimentar dos pacientes em
HD, pode-se observar que em grande parte dos estudos os nutrientes estavam abaixo do
recomendado, devido a algumas limitações principais, como: inquérito alimentar utilizado
pelos autores, restrições alimentares geradas pela patologia e devido a falta de orientações
sobre essas restrições.
Descrição:
A doença renal crônica (DRC) é definida como anormalidades da estrutura ou da
função renal, estando presente por mais de três meses, com implicações à saúde (KDIGO,
2013).
De acordo com o censo de diálise de 2017, a incidência de DRC no Brasil foi de
40.000 pacientes/ano, tendo um aumento gradativo de terapia renal substitutiva (TRS), sendo
que 126.583 pacientes estavam em tratamento dialítico. A taxa de prevalência de insuficiência
renal crônica em diálise no Brasil, foi de 610 pacientes por milhão da população (pmp) e de
incidência foi de 193 pmp (SBN, 2018).