Resumo:
O Autismo é uma síndrome que acarreta o comprometimento do desenvolvimento na primeira infância, estendendo-se pelos demais períodos evolutivos. O transtorno autista pode ocorrer em famílias de qualquer nível socioeconômico, intelectual, ocupacional, racial, étnico ou religioso. A Síndrome acarreta disfunções na linguagem, interação social e no comportamento, podendo apresentar 3 graus de comprometimento de acordo com o grau de funcionalidade e dependência de suporte do indivíduo com TEA: grau 1, é mais funcional e exige pouco apoio, e, no grau 3, é mais dependente e precisa de um suporte substancial. Entre as causas do TEA podem estar inclusos fatores genéticos, ambientais, danos cerebrais do feto em desenvolvimento durante a gestação, medicamentos potencialmente tóxicos, uso de drogas, entre outros fatores, que possivelmente podem provocar modificações nas estruturas cerebrais ocasionando o autismo. Receber o diagnóstico do TEA traz uma série de mudanças nos planos, sonhos e rotina familiar.
Nessa pesquisa evidenciou-se que pais de crianças com autismo tendem a apresentar quadros de depressão, isolamento social e problemas de relacionamento conjugal. Uma vez que a partir da nova condição imposta pelo diagnóstico da criança autista, a dinâmica familiar sofre modificações que vão desde aspectos financeiros até aqueles relacionados à qualidade de vida física, psíquica e social dos cuidadores diretos. Os pais vão viver o luto pela perda do filho ideal, para que possam perceber as reais capacidades e potencialidades de sua criança. Buscouse nessa revisão bibliográfica avaliar o sofrimento familiar diante do diagnóstico de TEA na família e conscientizar que por mais intenso e difícil que possa ser o impacto inicial da notícia, faz-se de extrema importância, entender que receber o diagnóstico, marca o início da jornada dessa família, que muitas vezes enfrenta dificuldade de aceitação dessa nova realidade. É fundamental investir energias no sentido de entender que será necessário um processo de adaptação diante de uma condição crônica, um novo olhar para o respeito às diferenças, um novo amor para com o filho real com dificuldades e demandas, que quanto mais rápido forem atendidas, mais oportunidades de desenvolvimento poderão propiciar a essa criança. Percebe-se a relevância de pesquisas adicionais no âmbito de avaliar a qualidade de vida, os aspectos
psicossociais e o bem-estar das famílias de crianças com autismo, para que seja considerada a importância sobre os cuidadores com relação à aceitação do diagnóstico, adaptação, gestão do cuidado e autogestão de estresse. O autismo não pode ser curado com inserção de tratamentos precoces, mas a qualidade de vida pode ser melhorada na medida em que a adaptação, habilidades de enfrentamento e funcionamento familiar são facilitados. O acompanhamento psicológico dos pais de crianças autistas pode auxiliar essa família. Sabe-se que o apoio psicológico é importante para o acolhimento desses pais, mas a busca e a indicação por esse serviço nem sempre é efetivada, tornando-se fundamental que se façam mais investimentos no sentido de compreender e acolher essas famílias diante do diagnóstico de TEA, entendendo que é um diagnóstico crônico, que ainda precisa ser mais explorado e desmistificado.
Descrição:
O Autismo é uma síndrome que acarreta o comprometimento do desenvolvimento na primeira infância, estendendo-se pelos demais períodos evolutivos. O transtorno autista pode ocorrer em famílias de qualquer nível socioeconômico, intelectual, ocupacional, racial, étnico ou religioso. A Síndrome acarreta disfunções na linguagem, interação social e no comportamento, podendo apresentar 3 graus de comprometimento de acordo com o grau de funcionalidade e dependência de suporte do indivíduo com TEA: grau 1, é mais funcional e exige pouco apoio, e, no grau 3, é mais dependente e precisa de um suporte substancial. Entre as causas do TEA podem estar inclusos fatores genéticos, ambientais, danos cerebrais do feto em desenvolvimento durante a gestação, medicamentos potencialmente tóxicos, uso de drogas, entre outros fatores, que possivelmente podem provocar modificações nas estruturas cerebrais ocasionando o autismo. Receber o diagnóstico do TEA traz uma série de mudanças nos planos, sonhos e rotina familiar.
Nessa pesquisa evidenciou-se que pais de crianças com autismo tendem a apresentar quadros de depressão, isolamento social e problemas de relacionamento conjugal. Uma vez que a partir da nova condição imposta pelo diagnóstico da criança autista, a dinâmica familiar sofre modificações que vão desde aspectos financeiros até aqueles relacionados à qualidade de vida física, psíquica e social dos cuidadores diretos. Os pais vão viver o luto pela perda do filho ideal, para que possam perceber as reais capacidades e potencialidades de sua criança. Buscouse nessa revisão bibliográfica avaliar o sofrimento familiar diante do diagnóstico de TEA na família e conscientizar que por mais intenso e difícil que possa ser o impacto inicial da notícia, faz-se de extrema importância, entender que receber o diagnóstico, marca o início da jornada dessa família, que muitas vezes enfrenta dificuldade de aceitação dessa nova realidade. É fundamental investir energias no sentido de entender que será necessário um processo de adaptação diante de uma condição crônica, um novo olhar para o respeito às diferenças, um novo amor para com o filho real com dificuldades e demandas, que quanto mais rápido forem atendidas, mais oportunidades de desenvolvimento poderão propiciar a essa criança. Percebe-se a relevância de pesquisas adicionais no âmbito de avaliar a qualidade de vida, os aspectos
psicossociais e o bem-estar das famílias de crianças com autismo, para que seja considerada a importância sobre os cuidadores com relação à aceitação do diagnóstico, adaptação, gestão do cuidado e autogestão de estresse. O autismo não pode ser curado com inserção de tratamentos precoces, mas a qualidade de vida pode ser melhorada na medida em que a adaptação, habilidades de enfrentamento e funcionamento familiar são facilitados. O acompanhamento psicológico dos pais de crianças autistas pode auxiliar essa família. Sabe-se que o apoio psicológico é importante para o acolhimento desses pais, mas a busca e a indicação por esse serviço nem sempre é efetivada, tornando-se fundamental que se façam mais investimentos no sentido de compreender e acolher essas famílias diante do diagnóstico de TEA, entendendo que é um diagnóstico crônico, que ainda precisa ser mais explorado e desmistificado.