Resumo:
Os transtornos mentais de depressão e ansiedade acometem um grande número de
indivíduos, e as alternativas de tratamento, em sua maioria, são farmocológicas e de longo
prazo. Dessa forma, objetivou-se verificar os efeitos do treinamento de força na prevenção e no
tratamento de indivíduos jovens e adultos em relação à depressão e ansiedade. A metodologia
trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada no período de setembro de 2021 à
maio de 2022. As bases de dados utilizadas foram Google Acadêmico, Scientific Electronic
Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
(LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/ PubMed).
Foram utilizados artigos publicados no período de 2012 a 2022. Os principais descritores
utilizados foram treinamentos de força, exercício, musculação, ansiedade e depressão. O
treinamento de força se mostra um importante agente preventivo, uma estratégia adicional no
tratamento da ansiedade e depressão. Um programa de treinamento de força, realizado com frequência e sob orientação de profissionais adequados, associado ao tratamento
medicamentoso e a psicoterapia, atua como coadjuvante no tratamento desses transtornos, acarretando benefícios aos indivíduos acometidos, bem como um melhor condicionamento físico e potencial melhora na saúde mental e dos parâmetros fisiológicos, metabólicos e neuromusculares. O treinamento de força realizado de forma regular pode ser considerado uma alternativa não medicamentosa altamente benéfica durante o tratamento desses distúrbios psicológicos, impactando positivamente na qualidade de vida dos indivíduos.
Descrição:
As múltiplas transformações diárias na sociedade sejam econômicas, políticas, sociais
e culturais, podem tornar pessoas vulneráveis a condições de saúde mental. Os sentimentos de medo, perda, preocupações e angústia provocam sinais de ansiedade, depressão, estresse, dentre outros (BADARÓ et al., 2021).
De acordo com Barreto et al. (2020), os transtornos mentais mais prevalentes
mundialmente, são a depressão e a ansiedade. A depressão é considerada a principal causa de incapacitação no mundo (CLIMEPSI, 2002). Em segundo lugar apresenta-se a ansiedade, comumente associada aos casos de depressão e que tem um efeito importante na diminuição da qualidade de vida das pessoas (LEÃO et al., 2018).