Resumo:
O tomate é uma das olerícolas mais consumidas no Brasil e no mundo destacando como maiores
produtores mundiais a China, Estados Unidos, Índia, Turquia e Egito, além do Brasil. Com este
estudo objetivou-se caracterizar a qualidade do tomate de mesa cultivado nos sistemas de
produção convencional e orgânico. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado em
esquema fatorial com 2 tratamentos (convencional e orgânico) x 5 repetições x 5 épocas de
avaliação. Foram utilizados tomates do grupo saladete, produzidos pelo método de cultivo
orgânico e convencional. Foram realizadas análises físicas (massa, perda de massa,
comprimento e classe (diâmetro equatorial em milímetros), químicas (teor de sólidos solúveis
(ºBrix), pH, acidez titulável e licopeno) e sensoriais (aroma, cor, sabor e aspecto). Diferenças
significativas foram verificadas na comparação entre os dois sistemas de cultivos. Na
classificação física os frutos analisados foram classificados como médio e pequeno por
apresentarem diâmetro entre 40 e 50 mm. A perda de massa foi crescente durante o tempo de
prateleira, o pH diferiu entre o tempo de prateleira. O licopeno não apresentou diferença
significativa no tomate orgânico já no convencional apresentou diferença entre os tempos de
prateleira, o ºbrix foi alterado nos frutos provenientes de sistema orgânico mas não
convencional. O teor de ácido cítrico foi alterado de acordo com o tempo de prateleira. Na
análise sensorial o tomate orgânico teve melhor aceitação. O tempo de prateleira alterou
qualidades físicas e químicas dos tomates nos dois sistemas de cultivo. O tomate orgânico foi
preferido pelos degustadores.