Resumo:
A capacidade de curar tecidos lesionados é fundamental para a sobrevivência. Nesse
contexto, o reestabelecimento do organismo inicia-se a partir da injúria que estimulará o
processo de cicatrização, sendo ele dividido em fases (inflamatória, reparo e maturação)
demarcadas por suas características macroscópicas e microscópicas. As causas desses danos
são diversas como: acidentes ofídicos, atropelamentos, queimaduras, brigas, lesões cirúrgicas,
maus-tratos, lacerações por objetos pontiagudos, entre outras. É de suma importância
compreender e definir esse mecanismo, visando uma melhor abordagem terapêutica, a fim de
evoluir o prognóstico do paciente frente a diversas lesões. Partindo desse pressuposto, fez-se
necessário a utilização e avaliação de práticas que objetivam acelerar o processo cicatricial, de
maneira indolor com fácil manipulação e menor custo. Terapias com ozônio e laser de baixa
frequência são rotineiras nas clínicas veterinárias, nas quais são mais comuns no tratamento de
lesões de pele, dores crônicas, e no pós-operatório de feridas cirúrgicas. O presente trabalho
aborda a terapia alternativa com o biomaterial da tilápia (Oreochromis niloticus), utilizando a
técnica de aplicação do enxerto da pele da tilápia, em um cão com deiscência dos pontos de
sutura, pós procedimento cirúrgico de correção hernial, que apresentava baixa estimativa de
regeneração tecidual. Desse modo, para que o tratamento alternativo fosse estabelecido, houve
o preparo do material biólogico da tilápia, e manejo do paciente no pré operátorio para receber
adequadamente o enxerto. Observou-se que, o tratamento proposto aderiu-se ao leito da ferida
cirúrgica, promovendo tecido de granulação e reepitelização abundante, foram reduzidas as
manipulações com o animal, além de fornecer diminuição no custo terapêutico. Portanto, os
resultados foram promissores com a evolução do processo de cicatrização da terapia admitida,
ao verificar a rápida e eficaz resposta tecidual após o curativo biológico.
Descrição:
Considera-se ferida, uma descontinuidade da pele, ou seja, é uma perda tecidual de
características variáveis, podendo ser causada por infecções, lesões traumáticas, isquemias e
cirurgias (Freitas et al., 2021). O organismo animal corrige o tecido de acordo com a capacidade
mitótica, e região das estruturas lesionadas, influências ambientais e particularidades do
indivíduo sob a regeneração celular (Oliveira, 2018).