Resumo:
O presente trabalho é uma revisão literária para entendermos um pouco sobre a implantação
do método Reprodutivo de Inseminação artificial em tempo fixo (IATF) em bovinos. Os
programas de melhoramento genético são ferramentas importantes na seleção de animais para
características reprodutivas, relacionadas ao aumento da fertilidade, com incremento das taxas
de precocidade e parição os programas de melhoramento genético são ferramentas
importantes na seleção de animais para características reprodutivas, relacionadas ao aumento
da fertilidade, com incremento das taxas de precocidade e parição. Tem-se notado ao longo
dos anos que vacas, especialmente as de grande produção leiteira, têm apresentado um
aumento em problemas reprodutivos, aparentemente devido a diversos fatores ou causas. Na
tentativa de contornar estes problemas, estratégias de manejo reprodutivo devem ser
implementadas, muitas vezes utilizando-se medidas mais intensivas, tais como inseminação
artificial em tempo fixo (IATF). O objetivo geral é descrever a técnica de IATF,
especificamente, abordando a história da IATF, suas vantagens e desvantagens, apresentar
alguns protocolos de sincronização de cio e os hormônios utilizados, bem como, apontar os
fatores que podem interferir nos resultados da IATF.
Descrição:
O Brasil possui o maior rebanho comercial bovino do mundo com cerca de 218,2
milhões de animais no ano de 2020, com um crescimento de 1,5% desde o ano de 2018
(IBGE, 2020). O que comprova que a prática da inseminação artificial em tempo fixo (IATF)
vem tomando proporções significativas, visando o melhoramento genético do rebanho
brasileiro, aumentando a produtividade e a qualidade do produto, seja, ele carne ou leite. Um
estudo da FMVZ/USP relataram que o número de protocolos de IATF realizados no Brasil
chegou a quase 27milhões, no ano de 2021 e 2022. Os números mostram um aumento
significativo na adoção dessa biotecnologia no rebanho nacional, conseguindo assim manter o
papel de destaque do Brasil. No entanto, ainda, existe uma parcela de produtores que no país
ainda não são inseminados artificialmente.