Resumo:
A mastite é uma doença de grande importância para a produção leiteira, justamente por possuir
um caráter complexo e multifatorial envolvendo diversos patógenos, o ambiente e fatores
inerentes ao animal, que acarretam em grandes perdas econômicas para os produtores de leite.
Esta enfermidade pode ser classificada de acordo com o seu acometimento clínico, em clínica
e subclínica e também de acordo com os agentes causadores, em contagiosa ou ambiental.
Como métodos de diagnóstico têm-se o teste da caneca de fundo escuro e caneca telada,
California mastitis test (CMT), Contagem de células somáticas (CCS), Cultura microbiológica
e antibiograma, Termografia infravermelha (TIV) e Wisconsin Mastitis Test (WMT). A adoção
de práticas de controle da mastite promove um significativo incremento à saúde do rebanho, à
saúde pública e ao aumento na produtividade, diante disso, o “Programa dos seis pontos no
controle da mastite bovina” visa avaliar pontos críticos dentro da fazenda e que precisam de
atenção, destacando o uso de desinfetantes para pré e pós-dipping.
Descrição:
A mastite pode ser determinada como um processo inflamatório da glândula mamária,
tendo potencial fisiológico, traumático, metabólico e/ou infeccioso. É considerada uma doença
de especificidade complexa e multifatorial circundando vários patógenos, o ambiente e aspectos
inerentes ao animal. Esta afecção pode se pronunciar de algumas formas, tais como, aguda,
superaguda, subaguda ou crônica, podendo ainda prejudicar intensamente o estado geral do
animal por ação de infecção sistêmica, sobretudo na forma subclínica, em que os sinais clínicos
muitas vezes são despercebidos (COSER et al., 2012).