Resumo:
A hipocalcemia, também conhecida como "febre do leite", é uma condição
metabólica prevalente em vacas leiteiras, especialmente no período de transição, que abrange
as semanas antes e após o parto. Caracteriza-se pela redução dos níveis séricos de cálcio,
podendo apresentar-se de forma clínica ou subclínica, comprometendo tanto a saúde quanto
o desempenho produtivo dos animais. A hipocalcemia subclínica, por sua natureza
assintomática, dificulta o diagnóstico, mas pode predispor a doenças secundárias, como
mastite e distúrbios reprodutivos. A deficiência de cálcio ocorre devido ao aumento da
demanda durante o parto e a lactação, aliado à insuficiência na adaptação do organismo. A
adequada gestão nutricional é crucial na prevenção dessa condição, especialmente em vacas
de alta produção, que apresentam maior risco devido à ingestão insuficiente de cálcio. Os
sinais clínicos da hipocalcemia variam desde sinais leves de resistência até complicações
graves, como paralisia, taquicardia e coma. A hipocalcemia é classificada em três estágios,
cujos sintomas vão desde movimentos musculares anormais até perda de consciência e óbito.
O diagnóstico é realizado por meio da avaliação dos níveis de cálcio no sangue e sinais
clínicos. A prevenção pode ser promovida pelo uso de dietas aniônicas, que ajudam a regular
os níveis de cálcio e a prevenir complicações, como retenção de placenta e doenças uterinas.
O tratamento imediato com sais de cálcio intravenosos é fundamental, podendo ser
complementado por administração oral.
Descrição:
No século XX, a hipocalcemia era conhecida como "febre do leite" ou "doença do
parto" por estar associada ao período periparto de vacas leiteiras. Esse período é delegado
como as três semanas anteriores e três semanas posteriores ao parto. Nos últimos anos, essa
patologia se tornou frequentemente apresentada em animais de alta produção leiteira em
decorrência de consideráveis alterações metabólicas e hormonais devido à baixa quantidade
de cálcio no sangue, consequentemente resultando em várias modificações no organismo, as
quais são críticas para a saúde e desempenho produtivo da vaca (Silva, 2021).