Resumo:
Devido à sua imaturidade fisiológica, potros recém-nascidos são altamente suscetíveis
a distúrbios hídricos e eletrolíticos. O presente trabalho tem o intuito de desenvolver sobre a
importância da terapia de fluidos na manutenção desses distúrbios que podem ser causados por
uma série de fatores recorrentes na medicina veterinária. O entendimento sobre o
comportamento e fisiologia desses animais é o ponto de partida, desde o momento da análise
das circunstâncias para a determinação de um diagnóstico até a instituição de um tratamento
eficaz e seus resultados satisfatórios. Inicialmente, discute-se que a condição clínica de cada
neonato irá definir a construção de um plano único e objetivo que traga bons resultados, sendo
esse o propósito principal. Questões como escolha da solução apropriada, cálculos sobre
volume, vias de administração, considerações de temperatura, métodos de reidratação e a
importância da avaliação clínica contínua são discutidas detalhadamente. Os neonatos equinos
e suas rotineiras patologias são responsáveis por grande parte da utilização deste tratamento na
clínica de grandes animais, devido a fase de adaptação ao ambiente extrauterino que pode ser
complexa, levando a situações desafiadoras para os animais. Mesmo se tratando de uma terapia
de suporte, a fluidoterapia como qualquer outro tipo de tratamento, pode ocasionar
complicações notórias, como uma sobrecarga de fluidos. Todavia, a monitoração dos animais
em todas as etapas do processo terapêutico é essencial visando um melhor prognóstico. Por
tanto, conclui-se que o conhecimento da fisiologia neonatal e do comportamento desses animais
é imprescindível nesse contexto, considerando a exploração das diferenças fisiológicas entre
potros neonatos e cavalos adultos por exemplo, em relação à hidratação, função renal, equilíbrio
eletrolítico e sistema imunológico. Essas diferenças impactam a necessidade e o gerenciamento
de um plano de fluidos individual.
Descrição:
A terapia de fluídos é considerada componente chave no tratamento e cuidado de
cavalos com uma pluralidade de condições, especialmente aqueles com doença crítica. No nível
mais simples, os fluidos são drogas e, como tal, tem o potencial de salvar vidas e efeitos
adversos graves, possivelmente fatais (Rabtree; Epstein, 2021).
Apesar da fluidoterapia se tratar de um método terapêutico muito utilizado
hodiernamente na medicina veterinária, cada caso deve ser tratado e analisado em sua
particularidade clínica, não existindo um protocolo padrão a ser seguido rigorosamente
(Paradis, 2006).