Resumo:
A Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF) engloba diversas condições que
comprometem a vesícula urinaria e a uretra dos gatos, provocando sinais clínicos como
hematúria, disúria, estrangúria, polaciúria, periúria e lambedura do pênis. Dentre as causas
obstrutivas podemos considerar as urolitíases relacionadas ou não à infecção bacteriana,
tampões uretrais, cistite idiopática, espasmos uretrais e neoplasias. Sendo assim, a forma
obstrutiva da DTUIF resulta em um quadro clínico dramático, se o fluxo urinário não for
reparado a tempo, pois quando prolongada resulta em interrupção na filtração glomerular,
uremia aguda grave e risco de óbito. O diagnóstico é realizado por meio do histórico clínico e
exame físico, composto por anamnese completa, juntamente com exames complementares
auxiliares como radiografias, ultrassonografia e exames laboratoriais. Para o tratamento é
necessário identificar a causa primaria, corrigir os fatores predisponentes, aumentando a
ingestão de água pelos alimentos úmidos e modificações ambientais. O presente trabalho teve
como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre as principais causas e fatores
relacionados à DTUIF com ênfase na obstrução uretral, bem como seus métodos de
diagnósticos e tratamentos da doença.
Descrição:
Com o crescente aumento no número de felinos nas residências brasileiras, é de suma
importância que se tenha maior conhecimento sobre as doenças e as condutas médicas
realizadas nesses animais (FONSECA, 2019). Por isso, os médicos veterinários estão mais
capacitados sobre as particularidades comportamentais, fisiológicas, bioquímicas, nutricionais
e farmacológicas específicas da espécie (MILANI, 2018).
A Doença do Trato Urinário Inferior de Felinos (DTUIF) tem mostrado grande
relevância, estando entre as casuísticas mais encontradas na rotina clínica de pequenos animais
(FONSECA, 2019). É caracterizada por diversas alterações que acometem a bexiga ou uretra
de gatos machos entre um a dez anos de idade (COUTO et al., 2018). Dentre elas, a cistite
idiopática, presença de urólitos, tampões uretrais, plugs uretrais, defeitos anatômicos, infecções
de origem bacterianas e/ou virais e alterações neoplásicas (MILANI, 2018).