Resumo:
O objetivo desse trabalho é demonstrar a importância do médico veterinário estar atento na
avaliação de cães com cardiopatias, ou suspeita, para a realização de protocolos anestésicos.
Com o crescimento dos cuidados dados aos cães por seus tutores, a expectativa de vida desses
animais vem aumentando, podendo ser uma das justificativas pelo aumento da ocorrência de
casos associados a doenças cardíacas, demandando assim, maiores cuidados quando se faz
necessário o uso de anestésicos, diante aos diferentes estágios de progressão da doença ou
mesmo condições de saúde. A medicina veterinária, a cada dia, consolida mais sua
semelhança com a medicina humana, possuindo uma gama de especialidades, no campo
clinico e cirúrgico, sendo a anestesiologia uma das que recebem, constantemente, novos
estudos e atualizações quanto à interação de fármacos e suas indicações e contraindicações,
que variam de acordo com as peculiaridades individuais de cada paciente, deixando claro,
cada vez mais, que não existem protocolos universais. O estudo criterioso dos sistemas
atuantes no organismo, juntamente com uma boa anamnese, exame físico e utilização de
exames complementares, são os primeiros passos para a realização de um procedimento
seguro e efetivo.
Descrição:
A medicina veterinária consolida um contínuo estudo, tornando-se ciência e
especialidade, o campo da anestesiologia. Através dos avanços tecnológicos e farmacêuticos
direcionados aos animais ou adaptados da anestesia humana e estudos fisiológicos a cerca da
farmacodinâmica e farmacocinética, visa o aprimoramento para diminuir o risco anestésico e
promover o alívio da dor de modo amplo e sofisticado para conforto e segurança do paciente
(TRANQUILLI; GRIMM, 2016).
A anestesia tem em sua prática a necessidade do conhecimento básico de quatro bases
fundamentais: a farmacologia da composição do anestésico bem como seus antagonistas, os
efeitos observados nos animais, as vias e formas de administração corretas e a capacidade de
atuar diante de complicações, ou mesmo urgências, oriundas dos anestésicos utilizados
(MUIR, 2009).