Resumo:
: A mastite é a doença mais comum nos rebanhos leiteiros em todo o mundo,
sendo que sua forma subclínica é a mais prevalente. A mastite subclínica compromete
tanto a qualidade quanto a quantidade do leite produzido pelas vacas leiteiras,
gerando, assim, prejuízos econômicos significativos para os rebanhos. As perdas
produtivas variam conforme o tipo de patógeno envolvido, o estágio de lactação e o
número de lactações das vacas afetadas. No entanto, as perdas causadas pela
mastite subclínica costumam ser subestimadas pelos produtores, uma vez que a
doença não apresenta sinais clínicos visíveis nas vacas ou alterações evidentes no
leite. Nesse contexto, estimar o impacto econômico da mastite subclínica sobre a
produção de leite e o retorno econômico dos rebanhos é fundamental para embasar
as decisões sobre as estratégias de controle da doença. O objetivo deste artigo é
revisar o impacto da mastite subclínica sobre a produção de leite e o retorno
econômico, considerando diferentes abordagens para sua detecção, e a importância
das estratégias de controle para mitigar os impactos negativos da doença.
Descrição:
A mastite subclínica foi reconhecida como uma inflamação na glândula
mamária que, embora não manifestasse sinais clínicos aparentes, afetava de maneira
significativa a qualidade do leite e a produtividade dos rebanhos bovinos, reduzindo a
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produção e elevando os custos operacionais devido à necessidade de tratamentos e
descarte do leite (Da Fonseca et al., 2020).
Segundo De Carvalho (2019), por não apresentar sintomas visíveis, a mastite
subclínica se tornou um desafio constante para os produtores, exigindo práticas de
manejo e controle rigorosas para minimizar suas consequências. No cenário global, a
mastite subclínica se destacou como um dos principais problemas enfrentados pela
pecuária leiteira.