Resumo:
O câncer de colo de útero é responsável pela morte de milhares de mulheres por
ano em todo o mundo, resultando o Papiloma Vírus Humano (HPV) em um grave problema
de saúde pública. A prevenção do câncer de colo uterino é uma das áreas prioritárias de
intervenção na atenção básica, por essa razão, a Agência de Regulamentação Americana
(Food and Drug Administration-FDA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
aprovaram a comercialização da primeira vacina para prevenção das infecções que ocasionam
o câncer uterino (HPV 16 e 18). A inclusão do imunobiológico no calendário do Sistema
Único de Saúde (SUS) foi anunciada em julho de 2013. A infecção majoritariamente ocorre
por meio do contato sexual e o Papanicolau é o principal exame diagnóstico, detectando
lesões pré cancerígenas. A principal profilaxia contra o HPV é a vacinação que já
demonstrou considerável redução de lesões precursoras na população alvo dos países que
adotaram a vacina, evidenciando assim a sua eficácia.
Descrição:
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é hoje um
relevante problema de saúde pública, levando em consideração a sua alta prevalência,
mortalidade nas mulheres e os grandes gastos públicos que envolvem sobretudo o tratamento
dessa patologia (BRASIL, 2019).
O principal fator que pode levar ao câncer de útero é a infecção pelo vírus HPV
Papilomavírus Humano (INCA, 2014). A infecção do HPV se dá por contato direto com a
pele infectada, por meio relações sexuais, ocasionando lesões na vagina, colo do útero e ânus
(INCA, 2005). A nível mundial estima-se que cerca de 291 milhões de mulheres estão
contaminadas por HPV. de modo geral, o curso dа infecção pelo HPV é transitório e regride
espontaneamente em seis meses а dois anos. Nos casos onde não há tratamento as lesões vão
progredindo lentamente e, quando causada por subtipos oncogênicos, essa progressão pode
levar а um câncer invasivo (INCA, 2019).