Resumo:
Este trabalho avalia o impacto da disseminação de fake news sobre
vacinas, destacando os desafios contemporâneos que afetaram condições sociais e
políticas públicas de saúde, traçando paralelos entre a Revolta da Vacina, no início do
século XX, e as campanhas de desinformação da época e identificando semelhanças
e diferenças nos métodos utilizados para espalhar informações falsas e desacreditar
a ciência. Adotou-se uma metodologia de pesquisa bibliográfica explorativa
comparativa. Buscou-se revelar como as condições sociais e políticas favoreceram a
disseminação de fake news sobre vacinas, bem como entender os fatores que
influenciam a hesitação vacinal na atualidade, incluindo o papel das redes sociais na
propagação de desinformação. Os resultados indicam que o impacto da
desinformação se mantém ao longo dos anos, exigindo abordagens comunicativas
mais transparentes e inclusivas. Espera-se que este estudo contribua para a redução
da hesitação vacinal, o aumento das taxas de imunização e a prevenção de surtos de
doenças evitáveis por vacinação.
Descrição:
A popularização do acesso à internet e a procura cada vez maior por
informações de saúde, juntamente com a falta de profundidade dos conteúdos, estão
contribuindo para o aumento das publicações que discutem diferentes visões sobre a
segurança das vacinas. Essas mensagens muitas vezes associam os imunizantes a
possíveis reações e ao desenvolvimento de doenças, independentemente da
veracidade dessas alegações. Esse contexto tem levado um número significativo de
pessoas a aderir ao movimento antivacina, impulsionadas por preocupações sobre
segurança e o medo de efeitos colaterais, ou até mesmo pela convicção de que não
estão suscetíveis às doenças (Silva; Machado; Kuhn, 2021).