Resumo:
Pacientes com Covid-19 podem apresentar sintomas que dificultam a ingestão e absorção de
macronutrientes e micronutrientes contidos nos alimentos, o que resulta numa piora do
indivíduo durante sua hospitalização. Conhecer o perfil nutricional dos pacientes é
extremamente relevante ao tratamento clínico e suporte nutricional no decorrer da internação.
O presente estudo com abordagem quantitativa, descritiva e de corte transversal, analisou os
indicadores/dados do Setor de Nutrição e Dietética de um hospital privado da cidade de
Anápolis-GO no período de outubro de 2020 a janeiro de 2021. A análise dos dados/indicadores
mostrou que dos 134 registros analisados, 52,24% são do sexo feminino e 47,76% do sexo
masculino; 31,35% são da faixa etária de adultos e 68,65% da faixa etária de idosos; quanto a
classificação pelo IMC, a faixa etária para adultos mostrou que 19,05% estão para eutrofia,
42,86% para sobrepeso e 38,09% para obesidade; já a faixa etária para idosos registrou 13,05%
para desnutrição, 42,39% para eutrofia e 44,46% para sobrepeso; sobre o risco nutricional
verificou que 93,29% dos casos mostraram-se presente, enquanto 6,71% ausente; quanto ao uso
de terapia nutricional enteral (TNE) foi evidenciado em 14,93% dos registros analisados; e, por
fim, a presença de comorbidades confirmada, com destaque para HAS (30,70%) e Diabetes
(17,67%). Conclui-se que o perfil nutricional dos pacientes com diagnóstico de Covid-19 foi
caracterizado pela maioria do sexo feminino, da faixa etária de idosos com classificação
nutricional para sobrepeso/obesidade, presença do risco nutricional,
Descrição:
A Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, é uma infecção que acomete em
especial o trato respiratório de forma mais agressiva, apesar de deteriorar outros órgãos (SILVA
et al, 2021). As complicações do sistema respiratório, associada a presença de comorbidades e
inadequada ingestão nutricional apresentam péssimos desfechos clínicos, dentre eles uma maior
mortalidade (MENDES et al, 2020). A Covid-19 teve seus primeiros casos identificados na
cidade de Wuhan, província de Hubei na China no final do ano de 2019 (BRITO et al, 2020;
NOGUEIRA et al, 2020) e foi reconhecida como pandemia, pela Organização Mundial de
Saúde (OMS) em março de 2020, devida sua rápida disseminação pelo mundo e por ter causado
muitas mortes, crise econômica e um colapso nos sistemas de saúde pelo mundo (MENESES,
2020).