Resumo:
A população idosa vem crescendo a cada ano e, o processo de envelhecimento declina a
saúde do idoso que contribui para o aumento das quedas. Este aumento pode ser resultado da perda de
força, massa magra, equilíbrio e flexibilidade. E para minimizar esses riscos na terceira idade a
suplementação da creatina junto ao exercício físico torna-se fundamental. Está revisão tem como
objetivo revisar os estudos que foram publicados na literatura sobre suplementação de creatina associada
ao treinamento de força em idosos. Trata-se de uma revisão bibliográfica que foi conduzida nas bases
de dados SciELO, BIREME e Google Acadêmico. Os descritores utilizados na estratégia de busca
foram: creatina, força muscular, treinamento de força, idosos e idoso. Foram incluídos artigos
publicados entre 2014 e 2023, os que avaliavam indivíduos acima dos 60 anos de idade, os de língua
portuguesa e os conduzidos com humanos. Os critérios de exclusão foram aqueles que utilizaram outra
suplementação para ganho de força e os em duplicata. Os principais resultados foram que 60% dos
estudos avaliaram apenas mulheres idosas, 80% identificaram que a suplementação de pelo menos 3g
de creatina ao dia associado ao treino de força por pelo menos 2 vezes na semana pode aumentar a massa
magra e força máxima de idosos. Em conclusão, a suplementação de creatina junto ao treino de força
apresenta efeitos positivos para o aumento da massa magra e força máxima em idosos.
Descrição:
A população idosa vem crescendo no Brasil e em todo o mundo, sendo importante se
preocupar com a saúde do idoso devido o processo de envelhecimento influenciar para o
aumento das quedas (Giacomello; Toniolo, 2021). A expectativa de vida deste público pode
estar sendo elevada por causa dos avanços na área da saúde, melhoria nas condições de vida
(alimentação saudável e prática de atividade física) e redução da taxa de natalidade (GOV,
2022; GIACOMELLO; TONIOLO, 2021). De acordo com a literatura, em 2021 foi estimado
aproximadamente cerca de 31,2 milhões de pessoas idosas no Brasil, podendo ter um aumento
de 14,7% até o ano de 2023 (GOV, 2022).