Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo tratar sobre fissuras lábio-palatais, bem como
esclarecer os seus desafios, assim como a importância do Cirurgião-Dentista no tratamento e resolução dessa malformação congênita, que é caracterizada por alterações que surgem durante a formação do feto, que já se apresenta no nascimento. Em escala mundial, a incidência de fissura labiopalatal é de 1 a cada 700 mil crianças, entretanto, pode oscilar e atingir a margem de 1 a até 1.000 nascimentos. No Brasil, essa malformação atinge 1 a cada 650 nascimentos. Por meio das informações obtidas no decorrer do presente estudo, será apresentado detalhadamente todos os campos que tratam o presente assunto. A metodologia utilizada para o desenvolvimento do trabalho, foi através de pesquisa bibliográfica, realizando revisão de literatura de estudos descritivos sobre o tratamento cirúrgico de pacientes com fissuras labiopalatais, tendo como base livros e artigos através do Google Acadêmico, MEDLINE,
Scielo. Espera-se compreender o que são as doenças congênitas, entender o que são as fissuras labiopalatais, quais são os tratamentos e reconhecer o papel do cirurgião dentista com pacientes fissurados. Essa discussão é considerada relevante para a acadêmico refletir sobre o papel do Cirurgião-Dentista nos casos de pacientes portadores da discrasia e qual a rotina e cuidados que esses pacientes precisam desde sua formação.
Descrição:
As fissuras labio-palatais são as alterações crânio faciais congênitas mais comuns em
humanos, afetando a fonética, estética e oclusão. Os efeitos relacionam-se com a auto-estima e
avaliações pessoais de auto-imagem, função oral, interação social e desconforto facial. As
fissuras causam alterações funcionais e físicas que têm implicações psicológicas e sociais, pois
afetam a face e muitas vezes a linguagem. A aceitação social e as relações interpessoais são
poderosos determinantes da qualidade de vida e autoestima dos pacientes fissurados, a forma
congênita mais comum causa distorção anatômica do lábio superior, nariz e palato (ROCHA et
al, 2008).