Resumo:
Crianças e adolescente permanecem institucionalizados por anos e
mesmo diante de todos os avanços sociais e juridicos ainda se nota um preconceito
em relação ao padrão escolhido pelos adotantes no momento em que se cadastram
no CNA (Cadastro Nacional de Adoçaõ). A adoção apesar de muito propagada e
conhecida no mundo ainda é rodeada por entraves que dificultam o processo. Este
artigo teve por objetivo conhecer os parâmetros que envolvem a adoção de crianças
negras, os princípios que a rodeiam como o racismo enraizado, o impacto social que
a preferência estipulada pelos pretendentes desde o momento do cadastro pode ter
e de como isso pode afetar a vida daquele órfão institucionalizado, que pode
permanecer por anos na instituição. Por meio da pesquisa qualitativa, foi analisado
os fatores que levam os postulantes a essas escolhas e como isso recai sobre os
menores institucionados. O estudo indicou que apesar da legislação estabelecer a
prioridade no bem estar da criança e do adolescente, não é o que ocorre no
processo de adoção em si, desde o cadastro ao fim do processo, seja ele pela
adoção ou pelo institucionado ter alcançado a maioridade.
Descrição:
Adotar é o ato de receber em sua família, uma pessoa, mas especificamente
nesse caso uma criança ou adolescente, com quem não havia laços anteriores
(GUEIROS,1991). Adoção é caracterizada pelo rompimento de laços biológicos
entre a criança e seus familiares oportunizando que esse órfão possa ser inserido
em um novo contexto familiar, permitindo assim circunstâncias de vida mais
apropriadas ao desenvolvimento do menor (LEVIZON, 2000).