Resumo:
Cães são normalmente considerados animais de companhia ideais, visto que, eles estabelecem
vínculos com humanos de forma fácil. As frustações e o medo advindos com a modernização
da sociedade fazem com que muitos dos sentimentos vivenciados pelos tutores sejam
experimentados pelos animais de estimação. Além disto, muitos cães ficam por muito tempo
sozinhos ou não recebem de seus tutores a devida atenção. Todos estes fatores associados a
predisposição genética dos animais culminam no desenvolvimento da síndrome de ansiedade
de separação (SAS). A SAS caracteriza-se como ansiedade patológica associada a um
conjunto de sintomas resultantes de respostas fisiológicas e emocionais de animais durante a
ausência da figura de apego, que pode ser uma pessoa ou outro animal. Hoje, devido aos
avanços nos estudos da SAS, sabe-se que a mesma se expressa quando o animal é deixado
sozinho pelo tutor, seja em sua ausência total, ou quando o mesmo se encontra ainda no
mesmo ambiente que o animal, só que em cômodos ou salas separadas. Alguns fatores de
risco relacionados ao cão podem predispor o mesmo ao desenvolvimento da SAS. O
diagnóstico da SAS tem como base observar os sinais que o cão apresenta quando o mesmo é
deixado sozinho. Para detectar este distúrbio comportamental, elaborou-se um questionário
(QI-SASA), o qual foi aplicado aos tutores de 57 cães de raças e sem raça definida (SRD),
machos e fêmeas, de idades variadas.