Resumo:
O milho (Zea Mays) apresenta alta relevância socioeconômica para o Brasil. Quanto à
adubação com fósforo, é o que mais limita a sua produção em regiões do cerrado, devido sua
baixa disponibilidade natural nessas áreas. Objetivou-se avaliar o efeito da aplicação de
diferentes fontes de fósforo (P2O5) sobre o desenvolvimento inicial na cultura do milho bem
como os teores de seus resíduos em solo do cerrado. A pesquisa foi realizada nas
dependências do Instituto Fosfato Biológico em Goiânia-GO, sendo esta conduzida em vasos
de 5 kg, em Latossolo Vermelho Distrófico típico, com a cultivar DKB 390 PRO 2 de milho.
O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com os seguintes tratamentos: T1-
Sem adição de P; T2-Aplicação de Mono-Amônio-Fosfato (MAP); T3-Aplicação de Bioativo
e; T4-Aplicação de Bayovar, com 5 repetições por tratamento. Para todos os tratamentos
(exceto testemunha) foram aplicados 120 kg de P2O5/ha de acordo com análise de solo e a
necessidade da cultura. A adubação básica constituiu-se de 80 kg de K2O/ha (fonte KCl) e
250 kg/ha de nitrogênio (fonte ureia) em cobertura. As avaliações ocorreram aos 40 dias após
semeadura. Foram realizada análise de solo (teor residual) e de folha (concentração) para
quantificação dos teores de P nos mesmos, bem como os pesos de massa verde e alturas das
plantas aos 40 dias após semeadura. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de
variância pelo teste F e, quando significativos comparados pelo teste de Tukey a 5%. Para os
resultados de residual de P2O5 no solo, notou-se que houve diferença significativa para as
seguintes variáveis: V% variou de 39,91% no T4 a 46,00% no T2; concentração de P2O5 no
solo variaram de 0,65 mg/dm3
no T1 a 12,52 mg/dm3
no T2; a CTC variou de 2,94 no T3 a
3,37 no T2 e, o pH variou de 4,72 no T3 a 4,90 no T2. A concentração de P2O5 nas folhas foi
influenciada pelas fontes de P, havendo uma variação de 1,15% no T2 a 1,60% no T4,
justificando então a maior concentração no solo no T2, pois foi menos absorvido pelas
plantas. Para as variáveis altura de plantas e peso de massa verde, houve diferença
significativa, variando de 37,75 cm no T1 a 84,00 cm no T4 e 12,25 g/planta no T3 a 85,75
g/planta no T4 respectivamente. Características como; origem e formação, é macio e fofo,
apresenta maior contato com a solução do solo, permite a liberação de P2O5 às plantas com
maior intensidade são fatores que contribuíram para um desenvolvimento inicial melhor e
mais peso por planta à cultura do milho pelo tratamento utilizando a fonte Bayovar de P,
porém são necessárias mais pesquisas