Resumo:
A distocia é definida como dificuldade ou atraso no parto em qualquer um dos estágios
da parição. Para reconhecer um parto distócico em bovinos, é importante entender as
etapas normais da parição. A distocia pode ter relação com o manejo, desde a escolha do
sêmen até a nutrição, bem como o manejo de vacas no parto. O presente estudo teve como
objetivo principal abordar sobre partos distócicos em bovinos e os objetivos específicos
foram descrever a distocia e suas origens, discorrendo sobre causas, sinais clínicos,
diagnósticos, métodos de tratamento e profilaxia. Para analisar aspectos clínicos da
distocia em bovinos foi realizada revisão de literatura com um levantamento da produção
científica de 2013 a 2023, ou seja, últimos dez anos, em bases de dados Google
Acadêmico e Scientific Electronic Library Online (SciELO), fazendo a análise de artigos
científicos e livros. A distocia é uma situação comum no cotidiano dos bovinos, porém,
pode ser reduzida através da aplicação de medidas de correção do manejo e estratégias
reprodutivas. Ficou evidente que os partos distócicos devem ser observados, avaliados e
acompanhado por um profissional veterinário, cujo objetivo é aumentar a sobrevivência
do feto e da mãe, entretanto quando o feto já se encontra em óbito, deve-se aumentar as
chances de sobrevivência e menores complicações para a matriz.
Descrição:
O rebanho bovino brasileiro está em constante crescimento e tem grande
responsabilidade na sustentação da economia do país (ROSA et al., 2021). Números do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relatam que é de 224,6 milhões de
cabeças de gado e a demanda por proteína de origem animal, leite e seus derivados vêm
crescendo de acordo com o aumento da população (BRASIL, 2021).
A pecuária é líder tanto em produção como exportação, visto detém o maior
rebanho bovino comercial do mundo, tendo exportado em 2015 o equivalente a US$ 5,9
milhões (GALVÃO; DAHER, 2021). Devido ao grande aumento na demanda por
proteína animal de qualidade e com alta competitividade no mercado, precisa-se cada vez
mais buscar alternativas para tornar a produção sustentável e eficiente (ABDELA;
AHMED, 2016). Umas das medidas responsáveis por essa mudança seria um manejo
reprodutivo eficaz (LOURENÇO, 2019).